sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A luz brilhante de Atenas

Essa semana assisti (duas vezes, por sinal) a um filme, Waking Life - que sugiro fortemente -, onde um filósofo, que infelizmente não pude identificar pois o filme é uma animação feita em cima de filmagens, diz que, com raras exceções, não diferimos muito dos gregos de milhares de anos atrás. Tive de concordar.
Há 3000 anos, a sociedade grega já havia adotado a democracia, apesar de grande maioria da população não ter direito a voto. Entretanto, a desigualdade social já era observada. Essa época é exaltada por seus grandes pensadores; a elite das grandes cidades gregas vivia luxuosamente, com iguarias vindas de longe, e peixe fresco no cardápio quase que diariamente. Por outro lado, escravos e cidadãos menos abonados, tinham como base alimentar produtos vindo do trigo, da cevada, além de feijão. Carne, em raras ocasiões, bem como o vinho diluído. Alguma semelhança?
Por que possuímos conta bancária e perfil no Orkut, e continuamos assistindo e enfrentando problemas semelhantes aos de milênios passados?
As pessoas, atualmente, não têm acesso à informação, filosoficamente falando, ou não tem interesse nela? Acredito que esse acesso seja fácil, mas dentro da rotina de cada um, existe espaço para um pensamento que busque saber mais? Maslow diz que, para muitos, não.
Não busco discutir a sociedade ou seus problemas, mas buscar discutir e entender o que acontece no mundo, ou o que aconteceu e retumba. E, talvez, justificar as "raras exceções" que citei acima.

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